Massimo Cacciari, A Cidade
(Mário Chaves, Arqa nº 92/93, 05-06/2011)
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Num texto nascido de uma série de conferências, Massimo Cacciari percorre a história da cidade através da sua essência e lança uma reflexão filosófica e estética provocadora.
Grécia e Roma dão início a este percurso, oferecendo dois modelos antagónicos de cidade: a pólis grega, de natureza étnica e, por definição, endogâmica e estanque; e o modelo legalista da civitas romana, uma cidade cuja essência programática a leva a abrirse e a crescer inexoravelmente. Herdeira do modelo romano, a cidade moderna europeia debate-se entre a sua condição de cidade-lugar para morar, de espaço de acolhimento e encontro de uma comunidade, e a sua condição de máquina, de cenário de intercâmbio e espaço de negotium. Mais tarde, na metrópole contemporânea, a produção e o mercado marcam o desenvolvimento da cidade e restringem definitivamente as marcas da história através da delimitação dos centros históricos.
Hoje habitamos a pós-metrópole, a cidade-território. E, embora os nossos corpos continuem a reclamar a necessidade de lugares, a pós-metrópole impõe uma geografia que se desprendeu de parâmetros espaciais para impor os temporais, onde os edifícios se transformam em acontecimentos e as distâncias em tempo.
Num texto nascido de uma série de conferências, Massimo Cacciari percorre a história da cidade através da sua essência e lança uma reflexão filosófica e estética provocadora.
Grécia e Roma dão início a este percurso, oferecendo dois modelos antagónicos de cidade: a pólis grega, de natureza étnica e, por definição, endogâmica e estanque; e o modelo legalista da civitas romana, uma cidade cuja essência programática a leva a abrirse e a crescer inexoravelmente. Herdeira do modelo romano, a cidade moderna europeia debate-se entre a sua condição de cidade-lugar para morar, de espaço de acolhimento e encontro de uma comunidade, e a sua condição de máquina, de cenário de intercâmbio e espaço de negotium. Mais tarde, na metrópole contemporânea, a produção e o mercado marcam o desenvolvimento da cidade e restringem definitivamente as marcas da história através da delimitação dos centros históricos.
Hoje habitamos a pós-metrópole, a cidade-território. E, embora os nossos corpos continuem a reclamar a necessidade de lugares, a pós-metrópole impõe uma geografia que se desprendeu de parâmetros espaciais para impor os temporais, onde os edifícios se transformam em acontecimentos e as distâncias em tempo.
(Mário Chaves, Arqa nº 92/93, 05-06/2011)
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| Encuadernacion | Rústica |
| Fecha de edición | 1 nov 2010 |
| Fecha de tirada | 1 nov 2010 |